
Os sentidos podem ser prazerosos, o prazer do sentir nos faz desejar, mas pode causar repulsa, levar à rejeição.
Alguns sentem demais, e esses são intensos vivendo entre sorrisos e lágrimas.
Outros nada sentem, ou sentem, mas não têm coragem de se permitir sentir, vivendo assim tristes deixando migalhas por onde passam.
Mas estou falando aqui de nosso sentido extra e voltarei a ele mais à frente.
Os sentidos estão sempre presentes. Quando saboreamos belos petiscos, quando ouvimos belas músicas, ao aprazível toque em um tecido, ante a visão de um por do sol, o aroma de um campo florido.
Os sentidos nos ligam a vida, nos protegem, nos defloram, nos aprofundam, nos invadem...
Viver é sentir.
E o sexto sentido? Que nos provoca sorrisos insensatos, que faz chover em nossas almas com a mesma facilidade que faz nossos olhos brilharem com um simples sorriso.
É claro e óbvio que falo do amor. Que não sei bem se verdadeiramente é um sentido, ou um dom. Talvez o mais importante e difícil de todos os sentidos, mas que está profundamente ligado às sensações fisiológicas.
Mas como sentimos o amor?
Não sorvemos, nem tão pouco vemos, não tocamos e muito menos ouvimos. Mas um trocar de olhares, um sorriso na multidão, uma voz que nos invade, um afago, um beijo...
Não sabemos como acontece, mas este sentido, ou dom, nos leva a sentir mais, nos leva a sofrer e a sorrir. Faz brilhar, molhar e fechar os olhos.
Há quem tenha medo de amar, há quem ame de mais, há quem não ame.
Mas quem prefere sofrer por não amar?
Eu tenho a coragem de amar.
- Postado por: Leandro às 11h27
[ ]
______________________________________________
|