Passeio de metrô
Quando estou parado em algum lugar, viajando pela cidade em um ônibus, táxi, metrô ou mesmo a pé, me pego a observar as pessoas e o que ocorre ao meu redor, até por que, quem mora no Rio tem que ficar em constante estado de prontidão. Pois bem, lá estava eu no metrô, de pé apoiado numa das hastes verticais que ficam quase em frente às portas, pois gosto de ficar sempre próximo à saída, já que a viajem é rápida. Uma jovem senhora veio em minha direção para se colocar frente à porta, pois se aproximava de seu destino, ao que numa leve reduzida do metrô lá veio ela e caiu sobre mim batendo seu rosto em meu peito. Nada grave, mas não pude deixar de dar uma risada quando a mesma colocou o primeiro pé pra fora do vagão.
Seguindo a viajem toca um telefone, alto como se fosse um orelhão.
- ALÔ? AAAAAALÔ!? ALÔÔÔÔÔÔ?!?
Grita a senhora enquanto do outro lado:
- Alô? Mãe? Mããããe?
Era alto assim mesmo.
- FALA FILHA!
- Tá vindo pra casa?
- Tô no metrô indo pra casa.
- Faz um favor pra mim. Compra modess que eu to menstruada. Desceu e eu sujei a calcinha toda de sangue.
Bem, a esta altura do campeonato, todos que ainda não tinham olhado para a senhora se voltaram todos para ela, que na mesma hora se despediu e desligou e celular descendo na próxima parada. Acho que ela acabou até antecipando sua descida e resolveu pegar o próximo.
Outra coisa que me dei conta, é de que, os arredores de meu bairro, estavam a um bom tempo e ainda estão em obras de “embelezamento”, alargando calçadas e organizando as vagas para os carros. O objetivo de aumentar as calçadas para proporcionar maior conforto para os pedestres, evitando que os mesmos não transitem pelo meio da rua, pelo visto não vai dar certo, pois o que antes era uma ou duas barracas de camelôs, agora são dúzias. Ai, ai...
- Postado por: Leandro às 19h22
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