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Layout Por:
e João



Hoje estava olhando meus emails, uns sites, orkut... Quando vi no orkut minha “sorte de hoje” que dizia: “Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados”. Segundo o site: Priberam, extravagância é definida como: Qualidade daquele ou daquilo que é extravagante; excentricidade; esquisitice; capricho; ação ou dito extravagante; singularidade.

Então parei pra analisar meus desejos. Não tenho grandes pretensões, nem grandes caprichos, apesar de que, no fundo, todos temos caprichos guardados dentro de nós e algumas vezes nos pegamos com alguma vontade ou desejo que não passa de um capricho. Outras vezes, me vejo querendo mais do que a realidade me dispõe. Talvez me enquadre um pouco mais na singularidade, por desejar mais que uma vida comum. Desejo uma vida digna. Uma vida onde possamos trabalhar, e como fruto desse trabalho possamos pagar nossas contas básicas, quem sabe financiar um teto pra morar, poder passear com quem amamos sem nos preocupar se vai faltar pra pagar a conta de gás ou de luz. É uma pena, mas hoje em dia, se não nos escravizarmos não podemos ter isso. E aí nos enterramos tanto no trabalho em busca de um salário digno que nos afastamos do que realmente amamos. Esquecemos o que realmente importa e passamos a viver num trilho, que nos faz de bonecos e nos obriga a viver sempre no mesmo ritmo para conseguirmos ter uma vida “digna”.

E isso me faz pensar em outra coisa. Quando alcançamos essa dignidade, temos que viver acuados com medo de assaltos e seqüestros relâmpagos, mas nem quero tocar nesse assunto, pois já cansei de falar disso e não quero ficar sempre tocando no mesmo tema.

Bem que eu queria poder sair hoje, jantar fora e etc... Mas se fizer isso hoje, amanhã faltará pro combustível, ou pra alguma outra coisa que sempre aparece. É como se tivéssemos apenas um remédio para dor de cabeça e o guardássemos para a hora que não estivermos mais agüentando a dor, e ai sim, tomarmos ele.

Espero ao menos ter sabedoria para fazer as escolhas certas nas horas de dúvida.



- Postado por: Leandro às 15h50
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Por fim, depois de horas de cobertura televisiva, o sequestro do corno ao ônibus acabou. E quem se deu bem foi o "POSTO DE MOLAS DO JAIRO".

- Postado por: Leandro às 18h39
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Sabe quando alguém nos pede algo e quando fazemos por sermos bonzinhos e esse alguém começa a pensar que a partir desse primeiro pedido não podemos mais lhe negar nada? E quando abrimos um precedente em nossas convicções por alguém e acabamos tendo que abrir novos precedentes? Quer dizer, temos que abrir por falta de força para dizer não ou pra não ter que discutir e explicar e nos fazermos entender.

Sempre acabamos cedendo um pouco aqui e ali, mas o problema é quando as pessoas se acostumam e passam a não perceber mais nossas ações. Quando cobramos algo até estranham. Mas a vida nos ensina, e como somos burros, geralmente sempre aprendemos da forma mais dolorida ou mais difícil.

Parando pra refletir, percebemos que acabamos por nos acostumar a ceder tanto que esquecemos do mais importante: Nós.

O que te faz feliz? Quem te faz feliz? Quais são seus objetivos? Se conseguirmos reunir todas essas respostas de uma forma que elas combinem, ótimo! Se não, temos que ver onde está o erro e mudarmos isso por mais doloroso que possa parecer. Mas creio ser uma dor muito menor do que a dor de persistir em algo que não está dando certo. Como a vida não é uma receita de bolo nenhum problema em nossas vidas tem a mesma solução. Mas pode ter o mesmo princípio.

Como disse Tom Zé: “Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.”



- Postado por: Leandro às 18h02
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