Pepitas de Ouro
O ser humano ainda não apreendeu a conhecer as belezas da solitude. Ele está sempre ansiando por algum relacionamento, ansiando por estar com alguém... e esquece, de alguma maneira, que está só... que nasceu só, morrerá só e, não importa o que faça, vive só. A solitude é algo tão essencial a seu ser que não há maneira de evitá-la. Todos os esforços dirigidos a evitar a solidão falharam e falharão, porque são contrários a que você se torne consciente de sua solitude.... E é tão lindo experienciá- la, senti-la, porque ela o liberta da multidão, do outro. É a nossa libertação do medo de estarmos sós. "Solitude" significa simplesmente ser completo. Você é inteiro, não precisa de ninguém mais para completá-lo. Assim, tente descobrir seu centro mais profundo onde você está sempre só, sempre esteve só...tão completo e tão trasbordante com todas as seivas da Existência que, tendo provado sua solitude, a dor do coração desaparecerá. Em seu lugar, um novo ritmo de imensa suavidade, paz, alegria e bem-aventurança estará presente. Isso não significa que uma pessoa que está centrada em sua solidão não possa fazer amigos. Na realidade, só ela pode fazer amizades, porque agora isso não é mais uma necessidade, é simplesmente um compartilhar. Pepitas de Ouro – Osho Rajneesh
Devidamente sugado do blog: http://paulabarreto.zip.net/
- Postado por: Leandro às 11h08
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Quando temos que escolher trilhar algum caminho, até pensamos, talvez até visionamos o objetivo a ser alcançado. Porém, não devemos ficar nos prendendo ao final da história, mas sim vivermos ela dia após dia. Olharmos sempre pra frente é uma obrigação e um cuidado que devemos sempre ter, apesar das dificuldades e dos conflitos do dia-a-dia. Ao escolhermos caminhar em uma direção, por vezes sofremos com nossas escolhas, pois teremos que deixar de fazer outras. Ao caminharmos, deixamos pra trás algumas coisas boas e outras ruins em prol de algo maior. Por vezes, fazemos as escolhas erradas e nos perdemos em nossa trilha, então temos que corrigir este rumo. Algumas vezes tendo calma para procurar o ponto onde erramos e voltarmos a caminhar na direção correta. Algumas vezes erramos por nossa própria conivência, comodismo ou ignorância. Por vezes, somos doutrinados de tal forma que perdemos a noção do que escolher, visto que sempre teve alguém para decidir por nós. Outras vezes, apenas deixamos que o caminho nos leve, fugindo das escolhas por medo de errar ou por achar que não temos mesmo escolha alguma e devemos aceitar as coisas como elas nos são dadas. A muitos e muitos anos atrás (parece uma história medieval ), fiz minhas escolhas mas me preocupei muito com o final e não com a caminhada, achei que pelo simples fato de crer que tenha feito a escolha certa o caminho me levaria a ela por si só. Porém, sem perceber, deixei o caminho me levar, e sem perceber, não fiz as escolhas que deveria ter feito. Sem perceber, vivi o futuro e não o presente, pois o presente não me incomodava. Hoje percebo que o que fiz, foi não cuidar dos meus passos. Mas quero virar e voltar ao meu rumo, consciente de meus objetivos, mas vivendo o presente. Não podemos deixar nossos objetivos nos guiarem, devemos usá-los como um norteador, mas não como um guia. Cada escolha feita no presente nos levará ou não na direção correta. É certo que algumas coisas acontecem, sem termos controle e nos obriga a mudar a direção bruscamente, obrigando a nos afastarmos de nosso caminho. Porém se isso ocorre, creio que das duas uma: Ou a vida (ou algo maior) nos empurrou para um caminho diferente por motivos desconhecidos por que era pra ser assim e não da forma como estávamos nos conduzindo, ou ela está querendo nos provar, testar nossas convicções e nossa força para algo maior. Uma vez um senhor que respeito muito, não por ter sido meu professor, mas por saber e cumprir muito bem com sua responsabilidade de ensinar o aluno a ser autônomo e não ver o professor como um ser supremo que decide por ele e que posso chamar de mestre sem medo de cometer nenhum engano me disse duas coisas em momentos diferentes de minha vida que muito me incentivaram. A primeira foi a respeito de me achar muito velho para estar ainda na faculdade e ele me respondeu com uma pergunta: “Você sabe quando vai morrer?” E diante de minha cara de não continuou: “Então se preocupe em fazer algo agora para que no futuro você tenha algo mais que apenas um emprego”. E em outra oportunidade, numa outra conversa que estávamos tendo, onde o assunto não me ocorre, ele soltou: “Vocês já subiram numa mangueira? Quando subimos numa mangueira nosso objetivo óbvio é uma ou até mais de uma manga. Mas para chegarmos até ela temos que cuidar de onde colocamos nossos pés e mãos, mas nunca sem perdermos ela de vista. Mas ao mesmo tempo, antes mesmo de subirmos na árvore temos a clara consciência de onde está nosso tão saboroso fruto e previamente já sabemos se podemos ou não alcançá-la”. Acredito que devemos sempre sonhar com as estrelas, mas mesmo que não as alcancemos, teremos tido uma grande e bela viagem.
- Postado por: Leandro às 10h40
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